“Dói. Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver. Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos, no coração. Está em toda parte.”
Caio Fernando Abreu.
“Tudo muda quando você encontra alguém que te faz se sentir tão bem, quanto estar nas nuvens. Que te faz ver o melhor caminho a seguir. Que te faz ter os melhores sonhos. Que te faz acreditar que nada é impossível se você quer de verdade. Que te transforma na melhor pessoa que você pode ser. Que te faz demonstrar seus sentimentos mais lindos, aqueles que você guarda pra alguém que realmente merece. Que te faz sentir os piores tipos de ciúmes que possa existir, mas também é aquela que faz sentir a pessoa mais amada do mundo. Aquela que te faz ver o melhor futuro, os melhores planos, as melhores invenções, os melhores alvos, e te faz acreditar que tudo isso pode e vai se tornar verdade. Que está sempre ao seu lado, te ajudando e tentado te fazer sorrir, por mais difícil que seja. Aquela que com um simples “Oi” , consegue fazer teus olhos brilharem.”
Requiz. 
“Perdoa meu drama, minha paranóia desenfreiada, minhas neuroses de quinta e minhas crises de sexta. Mas não desiste de mim. Insiste nas minhas utopias absurdas de ser tantas em uma só, e aposta suas fichas nas minhas loucuras desenfreadas de não saber ser menos do que o todo. Perdoa meu jeito torto, a minha insanidade paralela, os meus desamores de domingo e fica comigo. Me prende os lábios e me borda na alma. Só não mé deixa ser só, porque eu só sei ser tua.”
Voei de mim, liberta estou.  
“Não, isso aí que você diz sentir não é amor. Vá perdoando a minha ignorância sobre tal sentimento, mas acredito já ter visto algumas provas de que amor não é nada disso. Isso que você tem deve ser alguma doença ou obsessão. Amor não prende, não sufoca, não exige e nem altera o tom de voz. Amor não é mostrar o outro como prêmio nem troféu, amor não é dizer palavras bonitas e ter atitudes feias que contradizem as palavras. Você não precisa de mim, você precisa de uma terapia, de um psicólogo e uma dosagem de remédios. E, vai por mim, não sou remédio pra ninguém.”
Chorosa.  
“Você me olha nos olhos e sinto sua mão na minha cintura, sinto sua caricia e seu desejo por mim, sua mão subindo pelas minhas costas e sua boca na minha, e você me beija intensamente e eu me envolvo em você ainda mais e sinto aquele arrepio bom, beija lentamente meu pescoço e o calor nos envolve. Olho nos seus olhos enquanto meu corpo envolve o seu moldando num perfeito encaixe. Seu beijo desperta milhares de sensações pelo meu corpo. Sua mão presa na minha cintura me incentivando a tomar tudo de você, nenhum barulho a mais se ouve a não ser nossos sussurros loucos e nossa respiração acelerada. Me sinto tão sua, se tempo parasse agora eu nem ao menos notaria. Não queria espaço algum entre nossos corpos, nenhuma luz, nenhum ar. Deixei a gravidade pressionar nossos corpos um contra o outro, o mundo inteiro desmoronou e só existia eu e ele, era pura libertação.”
 Quoteografa & Manuscrite 
“Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só, ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca, ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera, amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC, ama-se justamente pelo o que o amor tem de indefinível, honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó.”
Martha Medeiros.  
“Veja bem, meu bem; sinto te informar que arranjei alguém pra me confortar. Este alguém está quando você sai e eu só posso crer, pois sem ter você nestes braços tais. Veja bem, amor. Onde está você? Somos no papel, mas não no viver. Viajar sem mim, me deixar assim, tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins. Enquanto isso, navegando vou sem paz. Sem ter um porto, quase morto, sem um cais. E eu nunca vou te esquecer, amor, mas a solidão deixa o coração neste leva e traz. Veja bem, além destes fatos vis, saiba, traições são bem mais sutis. Se eu te troquei não foi por maldade. Amor, veja bem, arranjei alguém chamado saudade.”
Los Hermanos.  
“Estou bem, só que não tenho apetite. Meus nervos costumam me dominar, especialmente aos domingos; é quando me sinto péssima. A atmosfera é sufocante e pesada como chumbo. Lá fora não se ouve um pássaro, e um silêncio mortal e opressivo paira sobre a casa e se gruda em mim, como se fosse me arrastar para as regiões mais profundas dos abismos subterrâneos. Em tempos assim, papai, mamãe e Margot não têm a menor importância para mim. Ando de cômodo em cômodo, subo e desço escadas e me sinto um pássaro de asas cortadas, que fica se atirando contra as barras da gaiola. “Me deixem sair para onde existem ar puro e risos!”, grita uma voz dentro de mim. Nem mesmo me incomodo mais em responder, só fico deitada no divã. O sono faz o silêncio e o medo terrível irem embora mais depressa, ajuda a passar o tempo, já que é impossível matá-lo.”
O Diário de Anne Frank.